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8.9.11
Kids - Como ganhar o respeito delas?
Mostrar para as crianças que você é a autoridade enquanto os pais não estão presentes não é tarefa fácil. Algumas crianças podem tentar te desafiar, responder de forma rude ou ignorar as suas solicitações. Como lidar com essa possível situação?
Algumas dicas podem te ajudar a contornar essa situação com mais segurança e jogo de cintura. Vamos lá?
Defina o seu papel com a família
É importante conversar com os host parents sobre como eles lidam com a educação dos filhos. Por exemplo, há famílias que utilizam o "time out" (castigo de alguns minutos), mural de recompensas, mural de responsabilidades, regras, etc. Discuta com a família sobre como eles agem nas mais variadas situações e o que eles esperam de você nesses momentos. Vale destacar que au pair não tem o papel de educar as crianças. Você estará lá para cuidar e contribuir para o desenvolvimento delas.
Estabeleça limites
Deixe claro para as crianças o que você tolera e não tolera.
Seja firme e não mude as regras estabelecidas.
Evite repetir comandos
Se a criança está se comportando mal, dê no máximo dois avisos/alertas e explique as consequências do comportamento dela. Caso se repita, aplique a consequência (time out, por exemplo ou o que foi combinado com os pais).
É importante que você aplique, de fato, a consequência que mencionou, caso contrário a criança duvidará da seriedade dos seus avisos.
Jamais dê palmadas
Nunca encoste na criança, mesmo que de leve. Isso é algo bastante sério nos Estados Unidos.
Explique!
Explique a razão dos seus avisos/pedidos. As crianças estarão mais propensas a te ouvir caso você as explique o porque de determinado comportamento ser inaceitável ou o porque de determinado pedido ser importante para ela.
Ouça o que elas têm a dizer
Deixe as crianças expressarem o que pensam e sentem sobre o assunto que estiverem resolvendo. Mostre que, mesmo sendo a autoridade, você as escuta. Dependendo da regra, você pode dar uma opção para a criança (por exemplo, tomar banho antes ou depois do homework).
Dependendo da situação, mude o foco da conversa e distraia a criança
Certa vez estava num shopping com as crianças que cuidava. Num certo momento elas começaram a chorar sem parar pois queriam um brinquedo da loja. Fingi que havia avistado um balão e de repente pararam de chorar pois ficaram interessadas no tal balão. Como não havia balão nenhum linkei imediatamente com uma historinha. Nessa, elas acabaram se esquecendo do choro pelo brinquedo.
Reconheça o bom comportamento das crianças
É extremamente importante que você reconheça o bom comportamento da criança.
Muitas vezes, tudo o que elas querem é a sua atenção.
Se você APENAS olhar para a criança quando ela estiver se comportando mal, prepare-se para que esse comportamento se repita, pois ela associará o mal comportamento ao ganho da sua atenção.
Converse sobre o dia com os host parents
No final do dia, faça um follow up com os seus host parents.
É bacana contar um pouco sobre o seu dia com as crianças e mencionar como se comportaram.
Isso mostra que você está comprometida com o trabalho, melhora a relação e faz com que o diálogo entre vocês seja mais aberto.
Se ainda assim as crianças continuarem difíceis, peça ajuda dos pais
Como já foi mencionado acima, não é obrigação sua educar as crianças.
Não se sinta mal ou intimidada caso a sua relação com as kids esteja difícil. Exponha tudo aos pais para que uma medida seja tomada.
Por isso que é legal sempre ir conversando com os host parents diariamente. Dessa forma, eles mesmos vão acompanhando a sua relação com as crianças e podem ir fazendo intervenções antes que a relação com as kids piore.
24.8.11
Kids - Qual idade é melhor?
Babies, toddlers, teenagers...
Será que existe uma idade "melhor" ou "mais fácil" para cuidar?
Seria esse um fator fundamental no momento da escolha da família?
Well, well... assim como tudo na vida, cada fase possui seus prós e contras. Há aspectos facilitadores e aspectos dificultadores, mas todos contornáveis.
Abaixo darei um breve descritivo sobre como pode ser a rotina da Au Pair ao cuidar de cada fase da criança, salientando alguns pontos positivos e "negativos".
Vale destacar que se trata de uma opinião pessoal. Cuidei de algumas das idades mencionadas e outras acompanhei por meio de amigas. Por se tratar de uma opinião minha, use o seu discernimento para ponderar o que faz ou não sentido para você.
Não é regra. Além da idade, outros aspectos entram em jogo: personalidade da criança, afinidade, quantidade de crianças que cuidará, sua preferência pessoal por determinada fase, etc.
Recém-nascidos / Bebês
A au pair só pode cuidar de bebês a partir de 3 meses de idade.
Caso a família tenha um recém-nascido, a mãe deverá estar presente durante esses três primeiros meses.
Para cuidar de crianças menores de 2 anos, você precisa de experiência comprovada com crianças nessa faixa etária.
( + ): mais fáceis de lidar, não discutem, te obedecem, precisam de nap (cochilo de 1-2 horas no meio da tarde), rotina bem definida, são carinhosos, geralmente as 45 horas semanais acabam sendo utilizadas durante a semana e você consegue ter os fins de semana off ou ganhar $$ fazendo algum extra...
( - ): por serem pequenos você não pratica inglês com eles, demandam atenção extrema (você não pode desgrudar o olho por 1 segundo sequer), dependência, pouca interação, o dia pode parecer mais longo - por ser mais calmo...
3-5 anos
Será que existe uma idade "melhor" ou "mais fácil" para cuidar?
Seria esse um fator fundamental no momento da escolha da família?
Well, well... assim como tudo na vida, cada fase possui seus prós e contras. Há aspectos facilitadores e aspectos dificultadores, mas todos contornáveis.
Abaixo darei um breve descritivo sobre como pode ser a rotina da Au Pair ao cuidar de cada fase da criança, salientando alguns pontos positivos e "negativos".
Vale destacar que se trata de uma opinião pessoal. Cuidei de algumas das idades mencionadas e outras acompanhei por meio de amigas. Por se tratar de uma opinião minha, use o seu discernimento para ponderar o que faz ou não sentido para você.
Não é regra. Além da idade, outros aspectos entram em jogo: personalidade da criança, afinidade, quantidade de crianças que cuidará, sua preferência pessoal por determinada fase, etc.
Recém-nascidos / Bebês
A au pair só pode cuidar de bebês a partir de 3 meses de idade.
Caso a família tenha um recém-nascido, a mãe deverá estar presente durante esses três primeiros meses.
Para cuidar de crianças menores de 2 anos, você precisa de experiência comprovada com crianças nessa faixa etária.
( + ): mais fáceis de lidar, não discutem, te obedecem, precisam de nap (cochilo de 1-2 horas no meio da tarde), rotina bem definida, são carinhosos, geralmente as 45 horas semanais acabam sendo utilizadas durante a semana e você consegue ter os fins de semana off ou ganhar $$ fazendo algum extra...
( - ): por serem pequenos você não pratica inglês com eles, demandam atenção extrema (você não pode desgrudar o olho por 1 segundo sequer), dependência, pouca interação, o dia pode parecer mais longo - por ser mais calmo...
3-5 anos
( + ): possuem maior autonomia mas ainda são dependentes, você consegue praticar o seu inglês com eles, se encantam com as brincadeiras que você ensina, demonstram mais carinho, maior interação, em geral gostam de playdates com as kids das suas amigas au pairs, só pensam em brincar, brincar e brincar...
( - ): possuem muita energia, podem ser manhosos, podem começar a te desobedecer, o "time out" (castigo) acontece bastante nessa fase, dependentes (banho, alimentação, etc)...
6-9 anos
( + ): mais independentes, falam bastante e você treina muito o inglês, começam a estudar (em geral das 8:30 AM - 3:00 PM), possuem bastante atividades depois da escola e com isso o dia passa bem rápido,
( - ): você precisa bem ficar atenta às responsabilidades da criança e cobrá-la (se já fez homework, atividades, etc), podem não te obedecer tanto, caso você fique off enquanto eles estão na escola, há chances de que você trabalhe até mais tarde ou no final de semana...
10-15 anos
( + ): grande independência, estudam boa parte do dia e possuem atividades extracurriculares, por serem mais velhos você consegue ter um diálogo mais aberto...
( - ): muitas vezes não gostam da presença da au pair em todos os momentos (sobretudo quando estão com amigos), podem ser mais "respondões", você dirige bastante...
Lembrando, novamente, que as observações acima não são regras e que muitas vezes numa família há crianças de idades diferentes. Com isso, as rotinas acabam se misturando.
Não há idade "melhor" ou "pior". São apenas fases com características diferentes.
O que, de repente, você julga ser melhor para você, para outra pessoa não é. Sendo assim, leve em consideração o seu histórico e suas características pessoais na hora de avaliar essa questão.
Lembrando, novamente, que as observações acima não são regras e que muitas vezes numa família há crianças de idades diferentes. Com isso, as rotinas acabam se misturando.
Não há idade "melhor" ou "pior". São apenas fases com características diferentes.
O que, de repente, você julga ser melhor para você, para outra pessoa não é. Sendo assim, leve em consideração o seu histórico e suas características pessoais na hora de avaliar essa questão.
3.7.11
200 horas de experiência
Você já tem as suas 200 horas de experiência comprovada?
Esse é um dos pré-requisitos do programa Au Pair.
Todo tipo de experiência com criança é válida para seu banco de horas, mas 200 horas (no mínimo) devem ser comprovadas por alguma instituição, tal como escolas, berçários, hospitais, igreja, eventos, cursos, trabalhos voluntários ou por babysitting para alguém que NÃO faça parte de sua família.
Não perca tempo e vá pouco a pouco conseguindo suas horas. Quanto mais horas, melhor! Se você não conhece nenhum lugar em que possa obter essa experiência, peça um auxílio para sua agência, pois eles normalmente possuem endereços de lugares que precisam de voluntários. Além disso, o velho e bom Google também pode te ajudar a achar creches, escolas e orfanatos próximos a sua casa. Pegue o endereço, vá até o local, se apresente, explique o programa e montem um cronograma de horas. De maneira geral eles são bem receptivos!
No Application perguntam se você possui alguma preferência em relação à idade das crianças que cuidará.
Se você quiser cuidar de crianças menores de 2 anos, deverá possuir 200 horas de experiência comprovada com crianças nessa faixa etária.
Como não tive irmãos menores ou sobrinhos, tive que recorrer a estágios e experiência profissional.
Na época trabalhei em alguns eventos que envolviam crianças maiores. Adicionei todos - até um em que fui ajudante de papai noel. rs
Fiz também estágio em uma escolinha de educação infantil. Esse é um bom lugar pois envolve crianças de todas idades (desde bebês até crianças em idade pré-escolar - o que é bom, pois já serve de experiência para o caso de ter interesse em cuidar de crianças menores de 2 anos de idade).

Vale lembrar que a agência pode checar suas referências por telefone.
A pergunta que não quer calar: Há pessoas que forjam as referências? Sim, e não seria de se estranhar isso no país em que para tudo existe um “jeitinho”. Conheci garotas que nunca tinham cuidado de crianças e pediram para que amigas preenchessem suas referências.
No entanto, é importante lembrar que: o trabalho do Au Pair é mais intenso que um estágio em uma creche ou escolinha, uma vez que você viverá com as crianças. Se você não possuir um mínimo de noção de como lidar com elas, a relação pode ficar mais difícil.
“X’ ou "Y" horas numa escolinha não farão de você uma Super Nanny, mas te darão noções de como se relacionar com as crianças e te dar uma “pré-experiência” de situações que possam vir a ocorrer no seu dia a dia.
Esse é um dos pré-requisitos do programa Au Pair.
Todo tipo de experiência com criança é válida para seu banco de horas, mas 200 horas (no mínimo) devem ser comprovadas por alguma instituição, tal como escolas, berçários, hospitais, igreja, eventos, cursos, trabalhos voluntários ou por babysitting para alguém que NÃO faça parte de sua família.
Não perca tempo e vá pouco a pouco conseguindo suas horas. Quanto mais horas, melhor! Se você não conhece nenhum lugar em que possa obter essa experiência, peça um auxílio para sua agência, pois eles normalmente possuem endereços de lugares que precisam de voluntários. Além disso, o velho e bom Google também pode te ajudar a achar creches, escolas e orfanatos próximos a sua casa. Pegue o endereço, vá até o local, se apresente, explique o programa e montem um cronograma de horas. De maneira geral eles são bem receptivos!
No Application perguntam se você possui alguma preferência em relação à idade das crianças que cuidará.
Se você quiser cuidar de crianças menores de 2 anos, deverá possuir 200 horas de experiência comprovada com crianças nessa faixa etária.
Como não tive irmãos menores ou sobrinhos, tive que recorrer a estágios e experiência profissional.
Na época trabalhei em alguns eventos que envolviam crianças maiores. Adicionei todos - até um em que fui ajudante de papai noel. rs
Fiz também estágio em uma escolinha de educação infantil. Esse é um bom lugar pois envolve crianças de todas idades (desde bebês até crianças em idade pré-escolar - o que é bom, pois já serve de experiência para o caso de ter interesse em cuidar de crianças menores de 2 anos de idade).

Vale lembrar que a agência pode checar suas referências por telefone.
A pergunta que não quer calar: Há pessoas que forjam as referências? Sim, e não seria de se estranhar isso no país em que para tudo existe um “jeitinho”. Conheci garotas que nunca tinham cuidado de crianças e pediram para que amigas preenchessem suas referências.
No entanto, é importante lembrar que: o trabalho do Au Pair é mais intenso que um estágio em uma creche ou escolinha, uma vez que você viverá com as crianças. Se você não possuir um mínimo de noção de como lidar com elas, a relação pode ficar mais difícil.
“X’ ou "Y" horas numa escolinha não farão de você uma Super Nanny, mas te darão noções de como se relacionar com as crianças e te dar uma “pré-experiência” de situações que possam vir a ocorrer no seu dia a dia.
- Peça para a sua agência indicação de locais que precisam de voluntários;
- Cursos de babysitter (com certificado) também são válidos como experiência. Há inclusive pequenos cursos de babá voltados para futuras au pairs (já vi alguns em São Paulo);
- Consiga o máximo de experiência possível, mas não pense que o número de horas que conseguir vai determinar o tipo de família que entrará em contato com você. Há outros fatores importantes além da experiência, como personalidade, afinidade, etc. Se tiver mais experiência, legal! Se tiver as 200 horas, legal também. O importante é mostrar o quão responsável, comprometida e dedicada você é.
- Ser uma au pair é algo mais intenso que fazer um estágio de poucas horas por dia em uma escolinha. Você gosta mesmo de crianças? É paciente?
- Pesquise na internet sites com atividades para crianças. Eles dão ótimas ideias! Leia também reportagens sobre suas fases, comportamento, etc.
- Lembre-se que a agência pode checar as experiências que listou.
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